Com o eSocial, organizações têm oportunidade de rever conceitos.

Quando a Receita Federal publicou o Ato Declaratório Executivo SUFIS nº 5 em 18 de julho de 2013, a repercussão foi pequena. Não havia o entendimento de que se estava diante de um marco, pois o documento aprovava e divulgava o primeiro layout do eSocial (Sistema de Escrituração Fiscal Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas), tornando público o projeto. Para completar, os sucessivos adiamentos no cronograma do eSocial motivaram aquela máxima brasileira que diz que "é mais uma lei que não vai pegar".

O eSocial é um dos componentes que integram o SPED, que contempla, dentre outros, a Escrituração Contábil Digital, Escrituração Fiscal Digital e Nota Fiscal Eletrônica. Pouco a pouco, com o assunto sendo debatido em fóruns, congressos e seminários, foi-se tendo uma ideia do que se tratava, mesmo que alguns interpretassem de forma míope como algo restrito a Departamento Pessoal e Recursos Humanos.

A base do eSocial está na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 37, XXII, que estabelece que as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e "atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais", na forma da lei ou convênio.